Biologia de Ctenarytaina spatulata (Hemiptera, Psyllidae) em Eucalyptus grandis

Dalva Luiz de Queiroz Santana, Keti Maria Rocha Zanol

Resumo


cigarrinhas, podendo chegar 10 mm. Neste grupo, são conhecidas
cerca de 2.500 espécies (BURCKHARDT, 1994) sendo, muitas  vezes, confundidos com pulgões, mas distinguem-se destes pelas pernas posteriores fortes e adaptadas para saltar; pela presença de nove ou dez artículos nas antenas (de três a seis artículos, nos pulgões); maior esclerotinização do exoesqueleto, venação das asas e pela ausência de sifúnculos. A duração do ciclo de vida e a determinação de formas estratégicas são em grande parte definidas pelos fatores climáticos, principalmente nas regiões temperadas. Nas regiões tropicais, muitas espécies são polivoltinas com sobreposição de várias gerações ao longo do ano (BURCKHARDT, 1994), no entanto, sempre que estudados minuciosamente, apresentaram cinco ínstares (WHITE &  HODKINSON, 1985). As ninfas dos psilídeos são achatadas dorsoventralmente, o que favorece a perda de água, tornando-as sensíveis as condições ambientais. Desta forma, algumas espécies induzem a formação de galhas, outras excretam ceras e “honeydew”, que servem como forma de proteção (BURCKHARDT, 1994). As ceras são produzidas por glândulas na base das setas presentes no ápice do abdômen (CARVER, GROSS WOODWARD, 1991). Segundo TUTHILL (1943), todas as espécies são sugadoras e a grande maioria vive em árvores ou arbustos. As espécies variam na quantidade de hospedeiros, sendo algumas limitadas a apenas um hospedeiro, e outras com um número variável de hospedeiros com graus variados de relacionamento. Os adultos podem se manter numa grande variabilidade de hospedeiros, mas as ninfas são limitadas a poucos ou a um só hospedeiro. Assim a maioria dos autores consideram como hospedeiros apenas as plantas em que as ninfas podem completar seu desenvolvimento. O ciclo de vida mais comum
dos psilídeos é passar o inverno na forma adulta, sendo os ovos
depositados na primavera, com uma ou duas gerações durante o
ano. Algumas espécies passam o inverno como ninfas. Ctenarytaina spatulata Taylor, 1997 é originária do sudeste da
Austrália tendo sido introduzida na Nova Zelândia, Estados Unidos
(Califórnia) e Uruguai. No Brasil, o gênero Ctenarytaina, foi
observado pela primeira vez em 1994, por IEDE et al. (1997), em
plantações de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden, no município de
Arapoti, PR. Posteriormente, foi observado em São Paulo e Santa
Catarina por BURCKHARDT et al. (1999). Este trabalho, realizado através de observações em laboratório, casa de vegetação e campo, objetivou acompanhar a biologia de C. spatulata.

Palavras-chave


Biologia; Ctenarytaina-spatulata; Hemiptera; Psyllidae; Eucalyptus-grandis; biology

Texto completo:

PDF


Acta Biológica Paranaense. ISSN: 0301-2123