FONTES DE DISTORÇÕES DA REDE GEODÉSICA BRASILEIRA

João Carlos Chaves, Marcelo Carvalho dos Santos, Felipe Geremia Nievinski, Michael R. Craymer

Resumo


A Rede Geodésica Brasileira (RGB) começou a ser implantada no início da década
de 40, com base nos métodos geodésicos de triangulação e poligonação, atualmente
designados como métodos clássicos de levantamento. Com o surgimento do
posicionamento por satélites artificiais, tais como TRANSIT e GPS, adensou-se a
respectiva rede. Ajustamentos realizados envolvendo estes diferentes métodos de
posicionamento evidenciaram as distorções na RGB, levando deste modo à
necessidade de se entender melhor tais inconsistências. Este trabalho tem por
finalidade realizar estudos de caso para auxiliar a análise e a interpretação de
distorções na rede planimétrica brasileira. Para este estudo, utilizou-se o programa
GHOST, o mesmo usado no ajustamento da RGB. Em cada caso, removeu-se um
tipo de observação – azimutes astronômicos (estações de Laplace), linhas de base
invar, pontos Doppler – e repetiu-se o ajustamento da rede. Com isso foi possível
avaliar a contribuição ou importância de cada tipo de observação para a rigidez da
rede. Ou seja, foi possível responder a seguinte pergunta: “Quanto maior seria a
distorção da rede clássica se estes tipos de observação estivessem ausentes ou
fossem ponderados diferentemente?”. Resultados destes estudos de caso indicam
que as maiores distorções horizontais na rede geodésica brasileira existiriam se não
houvessem estações de Laplace, ou seja, com a remoção dos azimutes astronômicos. Neste caso, as distorções horizontais atingiriam valores de até 4,5 m.
Menores distorções horizontais ocorreriam com a inexistência das bases de invar, e
com reponderamento das estações de Laplace ou se pontos de controle Doppler
fossem inexistentes, nesta ordem.

Palavras-chave


Rede Geodésica Brasileira; Distorção; Ajustamento; Sistema Geodésico Brasileiro; Distortion; Adjustment; Brazilian Geodetic Network

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Boletim de Ciências Geodésicas. ISSN: 1982-2170