La Mala Fe Potorera. Apóstatas, donecillos y dinámicas étnicas en Chiquitos

Isabelle Combès

Resumo


Embora a expulsão dos jesuítas seja um marco na história da Chiquitania, ela não paralisou o processo de homogeneização cultural e “chiquitanização” que foi impulsionado pelos padres e que se iniciou, inclusive, antes da presença jesuíta na região. Entretanto, os grupos falantes de Zamuco, que continuaram nas florestas chiquitanas até o começo da década de 1920, são frequentemente apresentados como “preservados” dessa influência homogeneizadora. A presente contribuição pretende demonstrar que, ao contrário, o impacto missionário entre os Zamuco foi bem mais contundente do que geralmente é admitido, tendo provocado um processo de reconfiguração dos grupos e de etnogênese, e propiciado novas formas de “dependência sócio-perifêrica”, tal como define B. Susnik. O exemplo dos potoreras, falantes de Zamuco no fim do século XVIII, pretende ilustrar esse processo e, além disso, reformular uma visão excessivamente simplista e caricatural da história dos atuais Ayoreos do oriente boliviano.


Palavras-chave


Chiquitos

Texto completo:

PDF


Apoio
Fundação Araucária
CNPq e CAPES
Programa de Apoio à Publicação de Periódicos Científicos - UFPR
Campos - Revista de Antropologia Social. ISSN: 1519-5538