Do gesto ao símbolo: a teoria de Henri Wallon sobre a formação simbólica

Dener Luiz da Silva

Resumo


Henri Wallon, filósofo, médico e psicólogo francês, contribuiu para a
psicologia não apenas com uma teoria da emoção ou ainda com suas discussões
e divergências com Jean Piaget. Dentre suas contribuições pouco
discutidas estão sua teoria sobre a inteligência, suas discussões sobre a
origem e o desenvolvimento do pensamento discursivo nas crianças e,
talvez menos conhecidas, suas reflexões e proposições sobre a transição
entre uma inteligência sensório-motora (caracterizada pela capacidade de
resolver problemas práticos, mas sem o auxílio da reflexão) e uma outra,
inteligência discursiva (caracterizada pela utilização e intermediação dos
símbolos e representações). Sabe-se que sua proposição para essa transição,
diversamente de Piaget, que ressalta a continuidade e a preparação do simbólico
pelo esquematismo sensório-motor, é marcada justamente pela não
continuidade entre uma inteligência e outra, pela intromissão de fatores externos
tais como a cultura, o social e a linguagem, e pela complexa interação
entre todos esses fatores. Para melhor compreender a proposta walloniana
sobre a formação do símbolo é necessário, pois, que ingressemos na sua
teoria como um todo, buscando decifrar seus conceitos de emoção, comportamento
simbólico, inteligência, fatores de desenvolvimento e outros.
Em uma sociedade como a nossa, baseada no comportamento simbólico,
entender como se dá, qual a origem e o desenvolvimento do pensamento
simbólico podem ser conhecimentos de grande valia.

Palavras-chave


Wallon; symbolic formation; formação simbólica

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