QUANTIFICAÇÃO DE RESÍDUOS E RENDIMENTO NO DESDOBRO DE Araucaria angustifolia (BERTOL.) O. KUNTZE

Alvaro Felipe Valério, Luciano Farinha Watzlawick, Robi Tabolka dos Santos, Catize Brandelero, Henrique Soares Koehler

Resumo


Este estudo objetivou a quantificação do rendimento de produtos e geração de resíduos no desdobro de toras de Araucaria angustifolia, utilizando-se para tanto do volume de toras em seis diferentes classes de diâmetro com seu rendimento, em uma serraria de pequeno porte. Observou-se que 17,7% do volume total das toras são representados por casca, que não pode ser aproveitada na industrialização, sendo considerada como resíduo (biomassa) e aproveitada na geração de energia. O maior rendimento foi obtido na classe de diâmetro maior que 60 cm, com 51,2% em toras com casca e 70,4% em toras sem casca; o menor rendimento ocorreu na classe de diâmetro até 28 cm, com 37,7% em toras com casca e 53,1% em toras sem casca. Para toras com casca, o rendimento médio foi de 44,9%, sendo necessário o desdobro de 2,228 m3 de toras para se obter um metro cúbico de madeira serrada. Para toras sem casca, o rendimento médio foi de 62,6%, sendo necessário 1,598 m3 de toras para obter-se um metro cúbico de madeira serrada. Concluiu-se assim que em média o processo de desdobro de toras de Araucaria angustifolia apresenta rendimento superior quando comparado com outras espécies encontradas na literatura.

Palavras-chave


Pinheiro-brasileiro; madeira serrada; rendimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380%2Frf.v37i3.9934

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