Os sentidos da infância: um estudo sobre processos subjetivos na instituição escolar

Miriam Aparecida Graciano de Souza Pan, Carlos Alberto Faraco

Resumo


Este estudo teórico investiga os sentidos atribuídos ao desenvolvimento da criança ao longo do processo de escolarização na modernidade, relacionando-os às formas de inclusão/exclusão geradas ao longo do letramento. Analisa, por meio da teoria crítica da cultura e da análise do discurso, os fundamentos do processo de teorização da infância em sua relação com o iluminismo, e seus efeitos de sentido sobre a trajetória escolar da criança. Relaciona estes sentidos à prática institucional homogeneizadora, acenando a possibilidade de pensarmos que a teorização da infância em seus modelos mais avançados constitui dispositivos de normalização que fortalecem a barra entre o normal e o patológico na escola. Identifica nas práticas discursivas pedagógicas as formas possíveis de melhor preparar a criança para o amanhã, representando um verdadeiro mito da evolução, no qual consolida-se uma forte crença em uma subjetividade nuclear, centrada e presente a si mesma, que se desenvolve independente das práticas pedagógicas. Conclui afirmando que os efeitos dos discursos pedagógicos são constitutivos dos modos de subjetivação infantil, considerando outra possibilidade de pensar a criança e a educação a partir da ressignificação dos sentidos da experiência escolar.

 

Palavras-chave: infância; processos subjetivos; inclusão/exclusão.


Palavras-chave


infância; processos subjetivos; inclusão/exclusão

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380%2Fpsi.v9i2.4779

Interação em Psicologia. ISSN: 1981-8076