EMPRESARIADO, INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS E REFORMA POLÍTICA

Paulo Roberto Neves Costa

Resumo


Este texto analisa como os presidentes de 40 entidades de representação do empresariado brasileiro avaliavamo funcionamento das instituições democráticas e a perspectiva da reforma política, entre os anos de2004 e 2005. Os dados foram agregados de duas formas: de um lado, o conjunto das entidades e, de outro,pela natureza da entidade (sindical ou associativa), pelo setor (indústria, comércio, agricultura, finançasetc.) e pela localização ou abrangência (entidades estaduais, discriminadas pelas regiões, e nacionais). Osobjetivos são, por um lado, defender a importância da mobilização deste tipo de variável na análise dascaracterísticas do empresariado e de sua ação política e, por outro lado, verificar o grau de homogeneidadedas opiniões e posturas frente aos seguintes aspectos: o grau de adesão e a opinião acerca da democraciaenquanto regime político; a avaliação das instituições democráticas em funcionamento; a atribuição deimportância política aos grupos sociais e às instituições políticas; a visão a respeito da ação política dosempresários frente aos poderes constituídos; por fim, a posição frente à reforma política. Com isso, pretendemosestabelecer elementos para futuras análises dos padrões de ação política dos empresários face àquestão das instituições políticas e do futuro da democracia no Brasil.

Palavras-chave


entrepreneurs; political reform; corporatism; democracy; entreprise; réforme politique; corporativisme; démocratie; empresariado; reforma política; corporativismo; democracia

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Revista de Sociologia e Política. ISSN: 0104-4478 (versão impressa)
1678-9873 (versão online)