ELITES POLÍTICAS REGIONAIS: O CASO DAS INTERVENTORIAS GAÚCHAS

Luciano Aronne de Abreu

Resumo


Em geral, a historiografia brasileira analisa o Estado Novo partindo de seu caráter centralizador, nacionalistae autoritário, em oposição ao federalismo vigente até 1930 e retomado, ainda que parcialmente, em1934. Em sentido semelhante a este, os próprios intelectuais ligados ao regime apresentavam-no como omais adequado às nossas realidades e à construção da unidade nacional, em oposição aos interessesparticulares dos estados e de suas elites locais. Neste estudo procuramos demonstrar o caráter sincréticodesse novo Estado: por um lado, de fato impôs limites à autonomia estadual e ao poder de suas elites, mas,por outro lado, precisou fazer uma série de concessões e acordos políticos a esses mesmos grupos, de modoa garantir a ordem e a unidade nacional desejadas. Em um primeiro momento, faremos uma análise, pormeio do discurso dos intelectuais, de como o Estado Novo buscou legitimar-se ideologicamente junto àsociedade brasileira; a seguir, tomando por base o caso das interventorias gaúchas, discutiremos a práticapolítica do regime e sua necessidade de cooptação e conciliação com os interesses oligárquicos.

Palavras-chave


Era Vargas; Estado Novo; interventorias; intelectuais; Rio Grande do Sul; Vargas Era; interventors; intellectuals; Ère Vargas ; État Nouveau; interventories ; intellectuels;

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Revista de Sociologia e Política. ISSN: 0104-4478 (versão impressa)
1678-9873 (versão online)